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24 de jun de 2011

Julio Cesar será o único da base corintiana no Majestoso

Julio Cesar é o único da base corintiana que estará no Majestoso

Welder tem apenas 20 anos. O lateral-direito teve um bom desempenho no último Estadual e foi contratado pelo Timão, que gastou cerca de R$ 900 mil para tirá-lo do Paulista de Jundiaí.

O valor não precisaria ter sido tirado dos cofres do clube se tivesse um jogador nas categorias de base em condições de ser titular.

Esse é apenas um exemplo de um problema crônico sofrido pelo Corinthians nos últimos anos. Há cerca de quatro anos, quando surgiu um garoto dentuço chamado Bruno Bonfim, que depois ficaria conhecido pela alcunha de Dentinho, o clube não consegue formar “titulares”.

Muitos jovens surgiram no elenco profissional nos últimos anos, como Boquita, Lulinha, Marcelinho e Bertucci, mas nenhum conseguiu se firmar. Não é para menos que, neste domingo, contra o São Paulo, Julio Cesar será o único da base entre os 11 que irão começar o clássico do Pacaembu. Diferentemente do seu rival, que deve iniciar com seis.

– Para quem é prata da casa, é sempre importante ter a companhia de outros que vieram da base. Espero que esse número aumente nos
próximos anos – afirma o camisa 1 do Timão, sempre que é questionado quanto à escassez de revelações.

Do atual elenco, que contém 28 jogadores, apenas cinco são da base. Mesmo assim, três são goleiros – Julio e dois de seus reservas. O atual número de pratas da casa não é tão diferente do que se viu nos anos anteriores. Um pouco menos, como no ano do Centenário, um pouco mais, como ocorreu na temporada da Série B. Mas nada tão relevante. Um problema que os responsáveis pela base concordam e pretendem melhorar.

– Tem de voltar, é obrigatório revelar jogadores. Existe a cobrança mais do que outro clube para estar na frente, ser campeão. Mas faz tempo que não se revela bons jogadores e retomar essa realidade. Quando a equipe profissional precisa contratar 15, 20 jogadores num ano, é porque a base não está dando retorno – afirma o diretor Fernando Alba.

– Ter craque é pontual, não existe a fórmula secreta. Mas dar opções ao elenco profissional é obrigação – completou o responsável pela base.

A diretoria tenta consertar o problema. Foi modificada a coordenação técnica, treinadores foram trocadas, alterou-se o trabalho dos olheiros. Situações que, porém, necessitarão de um algum tempo...

ÚLTIMOS PROMOVIDOS

2005
Julio Cesar, Edson, Fábio Ferreira, Élton, Ratinho, Ji-Paraná, Marcelo, Nílton, Ronny e Tiago.

2006
Carlão, Grando, Fágner, Igor e Willian.

2007
Diego Sacoman, Alisson, Dentinho,  Lulinha e Éverton Ribeiro.

2008
Caju, Cássio, Rafael Santos e Renato.

2009
Boquita, Bertucci, Danilo e Marcelinho.

2010 e 2011
André Vinícius e Elias Oliveira.


BATE-BOLA

Fernando Alba, diretor geral da base

Você assumiu o cargo há cerca de seis meses. Achou qual cenário?
É complicado falar de uma gestão anterior, mas precisávamos dar uma modernizada. Não dá pra falar que estava tudo errado. Mas estamos implantando uma mudança de foco, informatização do banco de dados do nosso departamento, enfim, melhorando a estrutura.

O que estão fazendo?
Nós trocamos a coordenação técnica, mudamos todos treinadores, alteramos o trabalho dos olheiros, escolhendo melhor qual empresário merece ser tratado de uma maneira mais efetiva e séria, enfim.
Por que surge Ganso e Neymar no Santos e não ocorre no Timão?
Isso é muito pontual. A questão é o trabalho que é feito. Não existe uma fórmula pronta, que gera a hora que quiser. O que se pode fazer é minimizar os erros, tentar dar rapidez ao processo de criação dos grandes jogadores. Sairá um Ganso ou Neymar? É o tempo que dirá.
Quem pode se destacar num futuro próximo? Tem algum nome?
Isso é relativo. Já vi jogadores que vieram no embalo e não viraram. Outros que não dava atenção, tornaram-se bons. É dinâmico, tem a parte emocional, física, enfim...

O clube tem bons resultados, ganha títulos, mas não revela…
O intuito não é ganhar título, e sim, ter uma base forte, que sustente à nossa equipe profissional.


POR DENTRO DO CLUBE
Rodrigo Vessoni, setorista do Corinthians
"Títulos não podem ser objetivos na base"

O Corinthians é o maior vencedor da Copa São Paulo de Juniores, principal competição da categoria. Isso é bom? Sim. Mas não pode ser parâmetro para analisarmos uma boa administração na base. Até porque o clube sempre contou com a Fiel para derrubar os rivais nos momentos decisivos. O clube parece ter percebido essa situação. E trabalha nesse sentido. Mas será preciso dar espaço, algo que o profissional não vem fazendo com frequência.

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