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9 de fev de 2011

Bruno César desabafa e ressalta que não está sendo valorizado por Tite

Pensando em ficar no Timão, meia reconhece queda, mas acredita que saiu muito rápido da equipe. Ele também nega crise com treinador e Ronaldo

De grande destaque e artilheiro do Corinthians no último Campeonato Brasileiro a quarta opção de Tite para montar o meio de campo criativo. Em pouco menos de dois meses, Bruno César viu ruir seu mundo encantado, construído com um semestre de grandes exibições e até com expectativa de ser convocado para a Seleção Brasileira. Em meio a tanta especulação sobre crises internas e futuro, o armador abre o jogo e reclama da forma que foi sacado da equipe pelo treinador.

Bruno César diz que em 2010 se acostumou a ser titular (Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Estado)
Nesta entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM, Bruno César se sente injustiçado por ter perdido a posição antes do quarto jogo da temporada e revela que já se acostumou a ser substituído frequentemente por Tite.
- A primeira alteração era sempre a minha - disse.
Mesmo assim, jura que não teve qualquer entrevero com o técnico e com Ronaldo, que, após a partida contra o Noroeste, detonou o excesso de egoísmo dele em tentar finalizar a todo custo.
Mesmo estando em baixa, o “Chuta-Chuta” garante que quer continuar no Corinthians para ajudá-lo a sair da crise e promete mais empenho para recuperar a posição quando tiver uma nova oportunidade. Mais do que isso, ele também rebate os boatos de que estaria abusando da vida noturna paulistana.
- Eu sei o momento certo de sair.
Confira a seguir os principais momentos da entrevista com Bruno César.
A saída do time

- Em três jogos, já saí rapidamente do time e sequer entrei contra Tolima e Palmeiras. Não tive essa valorização. Vejo que estou jogando mal, mas é o momento. O time também estava mal, não estava se encontrado. É com isso que fico chateado, de ter saído tão rápido e não ter mais oportunidades de entrar.
As constantes substituições
- Já tinha percebido. Nunca passou de 35 minutos do segundo tempo. Eu já esperava que fosse sair. A primeira alteração era sempre a minha. Você fica chateado de sair do jogo, às vezes está se sentindo bem. Mas é uma coisa que já passou.

Problemas com Tite e Ronaldo

- Estão saindo muitas coisas, de que eu tive um desentendimento com o Tite e com o Ronaldo. Isso não aconteceu. São especulações. São pessoas mal informadas. Respeito o Tite e o Ronaldo. Se é uma opção dele (treinador), não posso fazer nada. Tenho que trabalhar forte. Quero deixar bem claro que não teve nada. Claro que sempre vai ter cobrança, como com qualquer jogador. Mas discussão, não.
Explicações de Tite

- Na Colômbia, antes do primeiro treino, ele me chamou perto do almoço para conversar e disse que mudaria o jeito do time de jogar. Ele não sabia quem iria colocar, Paulinho, Danilo ou Ramírez, e disse que naquele momento me deixaria no banco. Depois daquele jogo, até pela derrota, achei que voltaria. Eu entendo. Não tínhamos resultados, e o treinador precisava mudar. Respeito meus companheiros que trabalham para jogar também.

Bronca do Fenômeno

- Não teve nada com o Ronaldo. Naquele jogo contra o Noroeste, reconheço que tentei chutar várias bolas que davam para tocar, mas é minha característica estar sempre procurando o gol. Ele conversou comigo depois daquela entrevista e falou para que eu não mudasse minha forma de jogar, mas que era para ver se tivesse alguém mais bem posicionado. Foi uma conversa de jogadores que querem o melhor para o time. Falaram que eu tive uma discussão com ele, que disse que corria por ele. Nunca teve isso.

Peso e qualidade técnica

- Eu não voltei fora de forma. Voltei das férias abaixo do meu peso. Eu vejo isso como começo de temporada. Eu não estava tão mal. Em comparação com o ano passado, caí um pouco, mas creio que, tendo ritmo de jogo, vou adquirir essa técnica de que o Tite fala. É só jogando para retornar à fase boa. Preciso voltar a fazer o que vinha fazendo.
Atual fase
- É um momento complicado, que requer tranquilidade. É difícil, eu estou muito chateado com essa questão de ficar no banco. Todo jogador tem esse direito. No ano passado, participei de muitos jogos pelo Santo André e pelo Corinthians. Você acostuma e, quando vai para o banco, fica chateado. Preciso ter tranquilidade e trabalhar forte, desempenhar o que estava fazendo para mostrar que é só uma fase ruim.

Interesse do Vasco

- Eu não estou sabendo de nada, não chegou nada. Tive a oportunidade de trabalhar com o Rodrigo Caetano no Grêmio e sei que ele gosta muito de mim, mas não houve contato. Minha vontade é continuar no Corinthians. Vou fazer de tudo para jogar bem e fazer igual ao ano passado. A torcida merece.

Meia armador ou meia-atacante

- Eu me considero um meia armador, porque no ano passado, pelo Santo André, dei 12 assistências e marquei oito gols no Paulista. No Brasileiro, dei nove assistências e marquei 14 gols. Tem vários tipos de meias armadores, mas eu me considero um e vou bater sempre nessa tecla.

Saídas à noite

- Se eu fosse um cara tão baladeiro como falam, que chego todo dia às 6h, sairia foto minha em algum lugar. Todo mundo tem celular com câmera. Eu sei o momento certo de sair. Não vou ficar saindo na sexta-feira, sendo que vamos jogar no domingo. Não vou chegar às 6h para treinar em seguida. Mas, em um momento depois do jogo que você ganhou, está feliz e quer sair com os companheiros, não vejo problema.

Futuro
- Eu acredito muito em uma nova chance. Sei da responsabilidade que tenho. Claro que é um momento difícil, mas vai passar com tranquilidade e cabeça no lugar. Tenho apoio dos torcedores. Estou tranquilo. Tive um problema no adutor da coxa direita, e os médicos prefeririam que eu não jogasse. Vou treinar bem e, quando essa chance surgir, estarei preparado para ajudar.

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